
O dilema do espelho.Hm... Já tive um espelho? Já me vi no espelho?
Eis aí o momento de repentina violência. O soco que se dá no espelho, visa a tua forma.
Então não há mais espelho...
Mas espera, deixe-me reconsertar. Ah sim...
Primeiro o futuro. A esperança que se expressa por: olhos, coração e alma. É o eterno subir degraus invísiveis. Ascenção no palanque etéreo. O desejar do não-ter, do não-ser. Aí se apresenta a fragilidade da vidraça etérea.
A escada de vidro é fácilmente quebrável...
Sem espelho, olho-me como peixe. Que só nada pro nada. Com medo de tudo. Mas, como se nada sem luz? Mergulho-me em sombras. Pera aí... O nada tem luz? Ou a luz tem nada? Ou nada tem nada? Quem sabe não é ter,
seja...
Onde estavas? Espelho quebrado... claro! Talvez escuro - humano vazio de profundidade dispersa, onde mais poderias parar além do futuro?
Parar é um murro bem dado nos olhos.
Violência e luz.
Vermelho e branco.
O problema é que não sois peixe, nem futuro. Não sou nem outra pessoa que parece falar com ar de sabedoria e docência, quem ensina o que é precioso.
Não sou isto.
Não sou fragmentado.
Sou fragmentador?
Eis então o estalar que ocorre como chaga e marca uma vida para sempre.
Eu sou...
~S'
Se soubesse pintar, pintaria um quadro.
se soubesse pintar, seria um quadro lindo! *-*
ResponderExcluirMuuuito bom, mesmo.
Lindo! Espelhos sempre me cativam e assombram ao mesmo tempo. Tenho sentido sua falta nos meus Devaneios.
ResponderExcluirUm grande abraço!
putz, bom texto, gostei do blog, gosto de poesias e até escrevo algumas, geralmente mais textos... mas vc tem talento, lerei mais algum material seu
ResponderExcluiraté...
Se de certa forma não vivenciássemos o mesmo, se não estivéssemos em acordo, talvez neste momento fossem duvidosas suas palavras, ou certos pontos de palavras. Mas não posso, e confesso não ter como. Partilho o invisível, partilho o olhar no espelho e nada entender, talvez eu partilhe mesmo é a fragilidade da vidraça. Corremos para o nada “aparente”, para um universo que se encontra em mil respostas e o que fazer? É neste momento que o vazio invade, ou o invadimos sem perceber, ou só agora é que nos damos conta de sua sempre presença. Não há como cessar os passos, nem como negar subir as escadas do que ainda não veio; porém, a realidade é que estamos sempre no que veio, no que é; e, o que resta, além disso, é expectativa venenosa, que nos consome e nos faz ascender. Pois, tudo aquilo que nos tira com grande violência, a ruptura mesma que vivemos , só nos faz ascender numa fragmentação constante de mundo e nos mesmos. Se disso estou errada, me mostre o pleno! Perdoe a melancolia, o olhar atendo ao meu outro, é ele que me leva ao reconhecimento distante e junto de tudo. Tão perto, mas tão só. Tão junto, e tão separada!
ResponderExcluirAh... O espelho não é o reflexo ao avesso, já não é aí o começo das aparências às avessas? Onde está o pleno? Onde está a completude do sentido não criado? O que dizer para um pobre fragmento? Tão fragilizada está nossa vidraça. Como está seu reflexo? O que tem refletido?
se eu soubesse pintar, escreveria, talvez ficar só numa coisa não me ajude a evoluir, não sei. adorei o blog estarei aqui a partir de agora (:
ResponderExcluirPoesia em homenagem a mulher
ResponderExcluirAutor poeta
Raimundo Nonato da Silva
Todo mulher é bonita
Por dentro e também por fora
Minha homenagem à mulher
Eu quero fazer agora
No dia oito de março
Sua data se comemora
Por isso eu tiro o chapéu
Pra senhorita e senhora
A mulher é nossa mãe
É filha irmã e neta
Tia sobrinha e avó
Musa e miss completa
Namorada noiva esposa
Minha jóia predileta
E quando não é amiga
É amada do poeta
Eu respeito à mulher loira
A preta branca ou morena
Gosto da gorda e da magra
Pode ser grande ou pequena
Em jornal filme e novela
Ela é quem enfeita a sena
Quando eu vejo mulher triste
Começo chorar com pena
Vejo princesa e rainha
Que estão no abandono
Mulher lida sem carinho
Que perde noites de sono
Que ser princesa e rainha
De um príncipe e rei sem trono
Venha ser a dona minha
Deixe Deus ser nosso dono
A mulher é para mim
Uma pedra preciosa
Que tem brilho de estrela
E é linda como uma rosa
Fico feliz quando vejo
Mulher bem feita e charmosa
E gosto de fazer dengo
Quando a mulher é fogosa
Alguém diz que em mulher
Não se bate nem com uma flor
Nem com dedo e nem com a mão
Pra ela não sentir dor
Não sei bater em mulher
Só dou carinho e amor
Beijo abraço etc.
De baixo do cobertor
Dou nota dez pra mulher
Essência de odor profundo
E o titulo oitava
Maravilha deste mundo
Se Deus fizesse outra Eva
Da costela de Raimundo
Já que não fui o primeiro
Seria o Adão segundo
Alei Maria da Penha
Não é uma lei aléia
Mas, tem homem que confunde
A palavra penha com peia
E quem bater em mulher
Tem que ir para a cadeia
Quem bate em mulher não presta
Eu acho uma coisa feia