terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ruptura


O dilema do espelho.Hm... Já tive um espelho? Já me vi no espelho?
Eis aí o momento de repentina violência. O soco que se dá no espelho, visa a tua forma.
Então não há mais espelho...
Mas espera, deixe-me reconsertar. Ah sim...

Primeiro o futuro. A esperança que se expressa por: olhos, coração e alma. É o eterno subir degraus invísiveis. Ascenção no palanque etéreo. O desejar do não-ter, do não-ser. Aí se apresenta a fragilidade da vidraça etérea.
A escada de vidro é fácilmente quebrável...

Sem espelho, olho-me como peixe. Que só nada pro nada. Com medo de tudo. Mas, como se nada sem luz? Mergulho-me em sombras. Pera aí... O nada tem luz? Ou a luz tem nada? Ou nada tem nada? Quem sabe não é ter,
seja...

Onde estavas? Espelho quebrado... claro! Talvez escuro - humano vazio de profundidade dispersa, onde mais poderias parar além do futuro?
Parar é um murro bem dado nos olhos.
Violência e luz.
Vermelho e branco.

O problema é que não sois peixe, nem futuro. Não sou nem outra pessoa que parece falar com ar de sabedoria e docência, quem ensina o que é precioso.
Não sou isto.
Não sou fragmentado.
Sou fragmentador?

Eis então o estalar que ocorre como chaga e marca uma vida para sempre.

Eu sou...


~S'

Se soubesse pintar, pintaria um quadro.

6 comentários:

  1. se soubesse pintar, seria um quadro lindo! *-*
    Muuuito bom, mesmo.

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  2. Lindo! Espelhos sempre me cativam e assombram ao mesmo tempo. Tenho sentido sua falta nos meus Devaneios.

    Um grande abraço!

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  3. putz, bom texto, gostei do blog, gosto de poesias e até escrevo algumas, geralmente mais textos... mas vc tem talento, lerei mais algum material seu

    até...

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  4. Se de certa forma não vivenciássemos o mesmo, se não estivéssemos em acordo, talvez neste momento fossem duvidosas suas palavras, ou certos pontos de palavras. Mas não posso, e confesso não ter como. Partilho o invisível, partilho o olhar no espelho e nada entender, talvez eu partilhe mesmo é a fragilidade da vidraça. Corremos para o nada “aparente”, para um universo que se encontra em mil respostas e o que fazer? É neste momento que o vazio invade, ou o invadimos sem perceber, ou só agora é que nos damos conta de sua sempre presença. Não há como cessar os passos, nem como negar subir as escadas do que ainda não veio; porém, a realidade é que estamos sempre no que veio, no que é; e, o que resta, além disso, é expectativa venenosa, que nos consome e nos faz ascender. Pois, tudo aquilo que nos tira com grande violência, a ruptura mesma que vivemos , só nos faz ascender numa fragmentação constante de mundo e nos mesmos. Se disso estou errada, me mostre o pleno! Perdoe a melancolia, o olhar atendo ao meu outro, é ele que me leva ao reconhecimento distante e junto de tudo. Tão perto, mas tão só. Tão junto, e tão separada!
    Ah... O espelho não é o reflexo ao avesso, já não é aí o começo das aparências às avessas? Onde está o pleno? Onde está a completude do sentido não criado? O que dizer para um pobre fragmento? Tão fragilizada está nossa vidraça. Como está seu reflexo? O que tem refletido?

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  5. se eu soubesse pintar, escreveria, talvez ficar só numa coisa não me ajude a evoluir, não sei. adorei o blog estarei aqui a partir de agora (:

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  6. Poesia em homenagem a mulher
    Autor poeta
    Raimundo Nonato da Silva

    Todo mulher é bonita
    Por dentro e também por fora
    Minha homenagem à mulher
    Eu quero fazer agora
    No dia oito de março
    Sua data se comemora
    Por isso eu tiro o chapéu
    Pra senhorita e senhora

    A mulher é nossa mãe
    É filha irmã e neta
    Tia sobrinha e avó
    Musa e miss completa
    Namorada noiva esposa
    Minha jóia predileta
    E quando não é amiga
    É amada do poeta

    Eu respeito à mulher loira
    A preta branca ou morena
    Gosto da gorda e da magra
    Pode ser grande ou pequena
    Em jornal filme e novela
    Ela é quem enfeita a sena
    Quando eu vejo mulher triste
    Começo chorar com pena

    Vejo princesa e rainha
    Que estão no abandono
    Mulher lida sem carinho
    Que perde noites de sono
    Que ser princesa e rainha
    De um príncipe e rei sem trono
    Venha ser a dona minha
    Deixe Deus ser nosso dono

    A mulher é para mim
    Uma pedra preciosa
    Que tem brilho de estrela
    E é linda como uma rosa
    Fico feliz quando vejo
    Mulher bem feita e charmosa
    E gosto de fazer dengo
    Quando a mulher é fogosa

    Alguém diz que em mulher
    Não se bate nem com uma flor
    Nem com dedo e nem com a mão
    Pra ela não sentir dor
    Não sei bater em mulher
    Só dou carinho e amor
    Beijo abraço etc.
    De baixo do cobertor

    Dou nota dez pra mulher
    Essência de odor profundo
    E o titulo oitava
    Maravilha deste mundo
    Se Deus fizesse outra Eva
    Da costela de Raimundo
    Já que não fui o primeiro
    Seria o Adão segundo

    Alei Maria da Penha
    Não é uma lei aléia
    Mas, tem homem que confunde
    A palavra penha com peia
    E quem bater em mulher
    Tem que ir para a cadeia
    Quem bate em mulher não presta
    Eu acho uma coisa feia

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