quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Promético



Hoje é mais um dia daqueles
espera pelo movimento,
espera pelo prazer,
espera da esperança.

Não há como apreciar.
Nem belo! Nem mar!
Sem saúde não há,
nem o que esperar.

Se pensas no que poderia,
a morte suponharia.
Levar-me para longe!
Mas não naquele intante,
de encômodo incessante.

Sem saber, sem rimar, sem agir. Estou a pensar. Escrever em mente o que me faria, sair daqui como maresia. Calma, com seu tempo e hora para acontecer, num fenômeno fulgurante de eterna mansidão, brincando e aproveitando o vento que sempre me embalaria. Ó vento mãe, acuda-me em seus braços, que me banham em pedaços, em cada brisa de mar.
Aero
aero
ae-ro
a-é-ro
a-é-robustecedor.
Só se for de coração, pois de força já não calha. Resta-me uma vida que valha, olhando-me nos olhos, palavreando as rédeas de minh'alma. Tirando-me de correntes amaldiçoadas. Até porque, não há injustiçados. Se quiserdes entrar neste campo de lama, seja por seu querer, não culpes mais ninguém. Caso o seu desejar, faça raiar o sol, prepare-se pois a vida nunca foi apenas de bons momentos. Porém, por minha causa se rebelar e Hefesto enfrentar. Aí terá alguém de puras chamas, ardente fogo, em comoção.

Doce divagação de um promético. Desculpe Prometeu, não se satisfazendo com meu cântico, deixe-me tempo para divagar mais; pelo menos, até a águia voltar.

~S'
Para mitologia, faltou a filosofia escondida.

2 comentários:

  1. Na minha opinião, este é seu melhor texto.
    O tempo é de decisões e mudanças...

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  2. Escrever é bom né?
    talvez você se divirta em http://papopoetico.blogspot.com/
    A poesia é necessária
    Tudo de bom

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