sábado, 14 de maio de 2011

Aos que não são deste mundo, sendo

Ora se não és daqui por que vieram? Se caíram, foram derrubados, obrigados, lembrem-se.
Desceu para algo, matéria. Queres voltar? Acabe com a matéria e ascenda... sem imediatismos, meu caro. Cuidado, você está aí. No entanto, não tome o lado totalmente oposto. Não consegue voar quando se é pesado. Por mais que queira, por mais que tente, por mais que o pensamento almeje. Se estás na matéria, faça a matéria, haja. Una as duas pontas, para dela fazer-se a terceira.

Alguns por aí querer ter mágica, antes da matéria. Todavia, quando já se está nela, comece do mais próximo, para depois ver o que de fato não é visto ríspidamente, mágica.

Depois desta, o antecedente talvez não esteja mais por trás.

~Zell

Que é mais próximo?

terça-feira, 3 de maio de 2011

35

Trinta e cinco.

Uma vida bem mais simples? Haha, conta outra.
E o que mais a dizer, de longe se ouve o que de perto não houve.
Depois disto morre em correria de asfalto. Nada de espera.
Sem velório para o que rasteja. Se ra é sussinto, só deixe que esteja.

domingo, 10 de abril de 2011

Tantas já me disseram
do que fazer
de que crescer.

Tantos já me mostraram
do que fugir
do que sentir.

Eis que me deparo
num ponto, num já.
O Intante bem pra cá (e pra lá.)
Sem de, eu paro.

Opiniões. Tentações. Dicas. Memórias. Fotos. Um por um, ao mesmo tempo, numa chuva ascendente, em saudosia, dizia o que hoje nem sei mais.
Por quê? Não seria por mero despreso, por dizer que não sabia, por fazer o que não devia. Não é por mero arrependimento, por meros termos repetitivos, por mero rabisco imprevisto.
O que acontece, é, continua acontecendo. Repetindo-se sem perceber, mas dá... dá uma vontade de mostrar. Apontar de novo o que já foi, andar para trás para ver se vai. Um ir e vir inscontante. Não dá. [O que eu digo é saudades, um fluir de subjetividade.]

Depois de tudo, eu sigo.

Eu quero que tenho de ter.
Sem mais, mesmo sem saber.

~S'

O que terá de vir, virá. O que faço é só meditar.
Um agora.

[ As vezes temos impulsos para tirar a teia, mesmo com medo de destruir um habitat. Daí sai um híbrido. Pura confusão ]

sábado, 5 de março de 2011

Quando no céu está sol e chuva, usa-se óculos de sol e guarda-chuva?

Satírica é a situação de sentir dor sem saber o porquê. Dizem por aí que é nosso corpo avisando-nos de algo errado... Mas que longo aviso! Quase não deixa-me concentrar, bem que a máquina corpórea poderia concordar com Hume. Sem obscuridades, ambiguidades, sê direito no aviso!

Mais uma vez a folga e comodismo humano sendo expressos. Criaturas do teu tipo dizem ser "fora do comum", talvez não estejam tão distantes. Haverá sempre outro em sua mente par lhe dizer: "Lembre-se de Rilke, o fato de uma coisa ser difícil tem de ser mais um motivo para fazê-la.".

Em tempos como este, dualidade sempre a vista. Só não se pode estar estático. Caso contrário, além de perder o arco-íris, perde-se o pote de ouro.

Ganância, não penses aqui em dinheiro. Nem sabes o que é ouro para duendes.

Fala de não ficar estático. No entanto, escreve parado, anda!

...

~S' 01/20

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Meia lua

O que poderia ser feito? Num buraco de meditação, onde energias te puxam para todo lado, e por fim cada ato é um movimento em que não se volta para trás - um condutor energético se embrutece outros se afrouxam. Não é questão de romper com energias, mas qual eliminar.

Onde está sua autonomia?

Ninguém disse que depois de anos seria difícil andar, ninguém disse que é difícil saber escolher, ninguém disse que cada um que lança energia quer algo em troca, sobretudo ninguém disse que estar sem saber o que escolher é pior que não ter escolha.

Mas afinal há outro impasse. O que é isto que eu falo? O que é energia? Como energia? Enfim, como saber do saber quebrar? Ainda dizem que meia lua não é bonita, só porque não sabem da beleza que há quando da nebulosa escuridão surge uma metade incandescente, uma metade de energia, UM apontamento para onde andar sobre noites e mais noites para se tornar, um dia, talvez, lua cheia.

~S'

Rascunhos madrugentos

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Embora nós, homens, precisemos de missão transcendental sobre a Terra, em cuja superfície vivemos tão naturalmente quanto a rosa e o verme, nossa vida não é digna de ser vivida quando não a enobrece um ideal. Os mais elevados prazeres se relacionam com a meta da prefeição e sua busca. As existências vegetativas não têm biografia; na história de sua sociedade só vive o que deixa rastros nas coisas ou nos espíritos. A vida vale pelo uso que dela fazemos, pelas obras que realizamos. Não viveu mais quem tem mais anos, mas quem sentiu melhor um ideal. Os cabelos brancos denunciam a velhice, mas não dizem quanta juventude a precedeu. A medida social do homem está na duração de suas obras. A imortalidade é o privilégio dos que as fazem sobreviver aos séculos e por elas é medida." - José Ingenieros

Eis o momento que nem Ingenieros, seus pais, irmãos, esposa, amigos, ou até mesmo eu, digo algo para você. Este é o instante em que a própria vida te esmurra a face, em toneladas de dores abre-se o buraco, chora-se, perde-se tudo que és, tudo é mistura. Nada se sabe. Aí está a cobrança. A seriedade. Agora? Responda:
O que?
Onde?
Para onde?
Por quê?

Existência não é mera passagem, nem diversão. A seriedade te abraça e você sempre a rejeita. O que fará agora?


~S'

You'll ever need to be serious while living. No time is for free...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Take care, you know how to steal a heart. But none ability is given for free. So take care, make it beat hard. Make it feel strong. Make it fell in love. Then you should know that none ability is given for free, and you'll understand that things like this, aren't a choice made with reason, maybe... a gift of 'destiny' determination.